O amor que eu acredito
Há muito tempo atrás eu vi um filme que, em especial uma frase me impactou bastante. Em certo momento, um homem diz para a mulher “eu te amo”, então ela diz “então cadê esse amor que eu não vejo, não sinto e não toco?”. Isso me fez pensar bastante em uma coisa que Deus veio falando muito forte neste último mês: um amor que não é feito só de palavras. Pelos nossos irmãos de perto e por aqueles que não estamos acostumados a encontrar.
O que vem na sua cabeça quando você escuta a frase: morrer pelos outros? Talvez, venha a sua cabeça só o coração parando de bater e um corpo inerte caindo no chão. Mas essa não é a parte difícil. A parte difícil é dedicar a sua vida inteira sabendo que a única forma de você morrer é em propósito dos outros. Teve um cara que passou três anos da sua vida apanhando da sua mulher e fazendo com que todos os fatos atingissem um único objetivo: sua morte. Esse cara foi Jesus. Sua mulher era/é a igreja.
Quais têm sido seus planos de vida? Se você realmente tem planos de vida, eu quero te desmotivar. Seus planos têm que ser de morte. Sim, se você escolheu viver por Cristo você tem que planejar levar a sua cruz, sabendo que você vai ter que ser pregado depois. Esse vai ser seu plano de morte. A sua morte digna.
Deus tem colocado na minha vida tantas pessoas que fazem tantas coisas que eu me sinto constrangido ao falar que eu sou cristão. Pessoas que alimentaram os famintos após os terremotos no Haiti. Também aqueles que trabalham com os que estão à margem da sociedade curando e restaurando. Enquanto isso, você e até mesmo eu estamos preocupados demais com quem vai ficar na porta da igreja em um culto de domingo ou com o palavrão que o nosso irmão soltou e que foi feio.
Os mendigos não têm fome só sexta-feira naquele sopão que é distribuído. Eles têm fome todos os dias, e não é só à noite. As prostitutas não precisam só de um folhetim e escutar que Jesus ás ama. Elas precisam VER esse amor. Elas precisam PEGAR esse amor. Elas precisam SENTIR esse amor. Deus não quer a sua vida pela metade, ele quer que você dê tudo para os outros inclusive seus finais de semana (depois daquela semana desgraçada) que você só queria descansar. Ele quer que você ame de verdade essas pessoas, mesmo que para isso você tenha que dedicar a sua vida inteira sofrendo por esse amor doentio, considerado assim na sociedade.
Que a nossa rotina venha ser o amor, e não a comodidade. E que esse amor não venha ser só de falar e cantar em reuniões dominicais, mas que venha ser vivido. Esse é o evangelho que eu não me envergonho.
