E só
Brasileiro realmente é um povo engraçado. Eu arrisco dizer que “somos” um dos únicos povos do mundo que se importam mais com a política de outro país do que do nosso próprio. Angustiante isso, mas é verdade.
Nas eleições dos presidenciáveis americanos (Obama, McCain) o mundo se não demorou a se tornar o maior palco de discutir políticas já visto. O twitter virou um cenário de disputas de opiniões. O negro e o branco. O velho e o novo. O guerrilheiro e o garoto pobre, humilde. Emocionei-me por várias vezes vendo “Yes, we can” sendo cantado por John Legend, Will.I.Am entre outros e pensei: as eleições do Brasil serão nesse ritmo. Mal posso esperar
Mal podia mesmo.
Sabe o que eu vejo hoje (23 de agosto de 2010, às 00:17)? Vejo um país que tem medo de se envolver na própria política. Eu não vejo os nossos intelectuais (leia intelectuais como a elite pensadora do Brasil… se isso inclui você tome a carapuça) dizendo realmente para quem vão votar e o porquê disso. Vejo os jovens da internet protestando que não gostam de Crepúsculo, Justin Bieber e outras tendências teen; mas não os vejo protestando por tantas mentiras contadas na televisão. Esse país anestesiado sul-americano está acostumado a ser enganado e não está tão disposto a mudar assim. Onde está aquela febre de dar pitaco em tudo e vestir camisas “Yes We Can”?
Há algo de podre/pobre nesse país. As nossas opiniões só valem quando não vão nos afetar.
Não tenham medo, por favor, de discutir política. Como já foi dito, quando você se conforma com tudo e acha que não pode mudar você já se tornou um alienado. Não tenham medo de dizer em quem vão votar e por que. Seu voto é secreto para não te enganarem e não para você se esconder.
Meu voto vai para uma mulher, chamada Marina Silva. Bem breve, escreverei por que. Não quero seduzir vocês, mas quero discutir o que importa ser discutido.
E só.
